segunda-feira, 14 de março de 2016

Entenda o que pode mudar com as novas regras da aposentadoria


O atual sistema de aposentadoria utiliza do fator previdenciário como método para cálculo da aposentadoria, esse sistema foi criado em 1999 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para reduzir gastos com a previdência, concedendo benefícios menores para quem se aposenta mais jovem. O cálculo leva em consideração a idade do segurado, o tempo de contribuição, a expectativa de vida e uma alíquota fixa.


Atualmente, para se aposentar com o teto do benefício é preciso ter 60 anos de idade e 30 anos de contribuição, no caso das mulheres. Para os homens, a idade mínima é de 65 anos, e 35 anos de contribuição. É possível a aposentadoria sem a combinação dos fatores, mas valor do benefício sofre uma redução em razão do fator previdenciário. Utilizando o fator previdenciário, portanto, quanto mais cedo for feito o pedido de aposentadoria, maior será o desconto.


Se hoje é praticamente impossível para o trabalhador fazer, sem ajuda do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), o cálculo de sua aposentadoria, em razão do fator previdenciário, a mudança aprovada pelo Senado transforma a concessão do benefício em uma conta simples. Agora, para obter o teto pago pela Previdência, se for homem, é preciso que ele some 95 anos entre idade e tempo de contribuição, e, no caso da mulher, 85 anos, da mesma forma. É a chamada regra 85/95.


A medida, a princípio, beneficia o trabalhador, ficando mais fácil obter a aposentadoria integral, uma vez que deixam de existir a idade mínima e a exigência mínima de contribuição. Como exemplo, uma trabalhadora com 55 anos de idade e 30 de trabalho sofreria uma redução de cerca de 40% no valor de sua aposentadoria, por sua idade não atingir os 60 anos exigidos. Com a aprovação da nova regra, a trabalhadora passará a ganhar o teto.


A regra 85/95 favorece, principalmente, quem começou a contribuir cedo. Considerando o exemplo anterior, de uma mulher que assinou carteira aos 18 anos, a nova regra permitiria o direito ao benefício integral após mais quatro anos de contribuição, em vez de mais dez.


Vale lembrar que, mesmo sendo aprovada, a nova lei não acaba com o fator previdenciário. Aqueles que não se encaixam na regra dos 85/95 continuam sujeitos ao cálculo.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

DESODORANTE NATURAL: LEITE DE MAGNÉSIA


O leite de magnésia pode ser uma eficaz opção de desodorante natural, possuindo o benefício de não conter aditivos químicos tóxicos como os desodorantes comuns.

Tão eficaz quanto os desodorantes comerciais e muito menos irritante para a pele – especialmente para quem sofre de alergia cutânea, enxaqueca, fibromialgia e outras dores crônicas: o hidróxido de magnésio, Mg (OH)2, popularmente conhecido como Leite de Magnésia é uma excelente e barata alternativa.

Modo de usar: aplicar uma pequena camada do leite de magnésia na axila e deixar secar; reaplicar quando achar necessário.

Eu mesma já testei e realmente funciona! Para facilitar a aplicação, coloquei o leite de magnésia dentro de um frasco roll-on de desodorante vazio. Minha mãe, que é alérgica a diversos desodorantes, também testou e disse que não houve desencadeamento de alergia e verificou verdadeira eficiência contra odores.

Ao utilizar o leite de magnésia de forma tópica - além dos benefícios acima relatados ao ser utilizado para desodorizar - é uma excelente forma de suplementar magnésio para nosso organismo, visto que a pele absorve eficazmente o hidróxido de magnésio aplicado sobre ela.

Dentre os elementos minerais presentes no organismo humano, o magnésio é considerado o segundo em importância, logo depois do potássio. Sendo assim, o bom desempenho do organismo depende de adequados níveis de magnésio presente nele, influenciando em questões como o relaxamento e contração muscular, funcionamento de certas enzimas do organismo, produção e transporte de energia, produção de proteínas, etc.


 O magnésio é uma substância mineral e natural, não tóxica. Existem diversos estudos comprovando a eficácia do magnésio no tratamento de enxaqueca e outras dores crônicas. Contudo, a maioria de nós não ingere magnésio suficiente na nossa dieta. Desta forma, ainda que a absorção do magnésio seja em pequena quantidade ao utilizar-se o leite de magnésia como desodorante, é uma complementação válida ao organismo.

Outros usos muito interessantes para o leite de magnésia são: laxante, adstringente para a pele, primer, redutor de espinhas, calmante para a pele em caso de queimaduras, etc., mas isso é tema pra outro post! ;)


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ONICOFAGIA - Por que você rói as unhas?


O ato de roer as unhas tem início na infância, geralmente por volta dos quatro anos, sendo muito comumente associado à transtornos como a ansiedade, repressão de sentimentos e estresse. Por mais que se tente  parar com este terrível vício, ele literalmente nos persegue, está em nossas mãos e nos livrarmos delas não parece uma opção (rs)!

Freud explica que o desenvolvimento psicossexual do ser humano se dá em cinco estágios, cada qual relacionado à uma zona erógena - oral, anal, fálico, letente e genital - que é a fonte de unidade da libido. Freud concluiu em seus estudos que se a criança experimentou frustração sexual em relação a qualquer estágio de desenvolvimento psicossexual, esse transtorno a acompanhará em sua fase adulta.

A primeira fase categorizada é a oral, que vai desde o nascimento até os 18 meses de idade, nessa fase a criança satisfaz suas vontades com a boca, sendo o foco inicial de seu prazer a amamentação, posteriormente há a exploração do mundo com a boca, não por menos é a fase em que os bebês colocam tudo o que vêm pela frente na boca. Dentre os transtornos relacionados à fase oral estão: comer demais, fumar, roer unhas, etc.

Muitos comparam o vício de roer as unhas ao vício de fumar cigarros. Por mais que ambos sejam transtornos ligados à fase oral, ainda que você nunca tenha fumado em sua vida, deve ter ciência de que o cigarro possui substâncias químicas altamente viciantes, portanto, esse vício supera o campo psicológico e atinge o nível de vício químico. Roer as unhas é um hábito essencialmente psicológico, tal ficando evidente ao se observar os momentos em que ele vem à tona: estudando para provas, resolvendo problemas do trabalho e em momentos de tensão em geral. Não há, portanto, uma necessidade que supera a mera dependência psicológica no caso daqueles que roem unhas, sendo assim, a superação da onicofagia (termo técnico utilizado para denominar o ato de roer as unhas) se limita à transposição da barreira psicológica, no caso dos fumantes são duas as barreiras, a psicológica e a química.

Ao contrário do que se imagina, os males decorrentes do ato de roer as unhas não se limitam à esfera estética, além de ocasionar o encurtamento permanente da unha, a deformidade de sua forma natural e os comuns danos aos dentes (que ficam gastos e podem vir até mesmo a quebrar), pode haver a exposição do local à entrada de doenças (principalmente daqueles que roem até sangrar) e a facilitação de entrada de bactérias e vírus pela boca.

A princípio o tratamento da ansiedade seria o mais indicado para se transpor a barreira psicológica do vício de roer as unhas, contudo, os métodos mais frequentemente utilizados são os ditos paliativos (que são capazes de melhorar temporariamente, mas não solucionam de forma permanente o problema), quais sejam: uso de esmalte com gosto ruim, passar pimenta nos dedos, pintar as unhas com cores escuras como o vermelho, mascar chicletes, comer palitos de cenouras, aplicar unhas postiças, etc. Confesso que já tentei de tudo, mas comigo somente os dois últimos funcionaram. E funcionam somente por um tempo, cá estou eu escrevendo esse texto com as pontinhas dos dedos doloridas novamente.


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