quarta-feira, 7 de junho de 2017

COPO MENSTRUAL



O copo menstrual veio para revolucionar a forma com a qual lidamos com a menstruação. O coletor é feito com silicone cirúrgico e pode ser utilizado por uma média de dez anos, o que significa uma quantidade gigantesca de absorventes e OBs a menos nos nossos lixões.



Um absorvente demora em média 100 anos para se decompor na natureza!


Tendo em vista que uma mulher usa em média 5 absorventes por dia quando está menstruada, teríamos 35 absorventes por ciclo. Estimemos que uma mulher tenha sua menarca aos 13 e menopausa aos 50, seriam 37 anos menstruando, em cada ano a mulher tem 12 ciclos (37 x 12 = 444), então esta mulher terá 444 ciclos menstruais em sua vida, considerando que cada ciclo dura em média 7 dias (444 x 7 = 3108), serão 3108 dias menstruando, considerando que nesses 3108 dias ela use 5 absorventes (3108 x 5 = 15540), uma conta grosseira nos permite dizer que seriam 15540 absorventes jogados na natureza por cada mulher ocidental que passa pela terra! É assustador!!!

O COPO MENSTRUAL APRESENTA OS SEGUINTES BENEFÍCIOS:

- é feito de silicone cirúrgico e, portanto, antialérgico;
- dura dez anos;
- economia de dinheiro. Você encontra o coletor pra vender por menos de 50 reais, o que reflete em uma gigantesca economia, visto que ele se paga em um curto período de uso, uma vez que você deixará de usar e de ter gastos com absorventes e poderá usá-lo por uns 10 anos;
- não resseca a vagina. Diferentemente do OB que absorve não somente a menstruação, mas também os fluidos vaginais. Por ser de silicone cirúrgico, o copo menstrual serve única e exclusivamente para armazenar a menstruação, não absorvendo os fluidos naturais da vagina.
- pode ficar até 12 horas na vagina, não necessitando de trocas regulares como os OBs e absorventes.
- você pode praticar qualquer atividade com ele: na terra, na água ou no ar.
- você pode dormir com ele segura de que não terá vazamentos inoportunos.
- é eco-friendly!!!

PONTOS NEGATIVOS:

- você pode demorar para se adaptar. Eu precisei de três ciclos usando ele para efetivamente me adaptar.
- ele pode vazar um pouco caso seu fluxo seja intenso. Como meu fluxo é mais intenso no primeiro dia, ele vaza um pouco, sendo assim, conjugo o uso com absorvente, mas é só no primeiro dia, sem falar que as trocas de absorvente reduzem, visto que a maioria do fluxo permanece no copo.
- por vezes ele cria um vácuo dentro de você e você tem dificuldades para tirá-lo de lá, mas com jeitinho sai!
- tendo em vista que você pode utilizá-lo por até 12 horas dificilmente precisará esvaziá-lo quando estiver fora de casa, se você sentir necessidade de esvaziá-lo fora de casa espero que tenha a sorte de achar um banheiro que tenha privada e pia individuais para que sua intimidade seja preservada. Eu nunca precisei esvaziar fora de casa, mas essa possibilidade existe.


Sinceramente, para mim os pontos positivos massacram os pontos negativos! O que você está esperando para começar a usar o seu copo menstrual?



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A formação de centros urbanos sustentáveis no século XXI




 Desde os primórdios a tendência do homem foi a de se aglomerar, seja, inicialmente, visando proteção ou, em um segundo momento, por se perceber as facilidades que a vivência em grupo traziam, tais como: facilidade para realizar trocas, cultivo de alimentos, comércio, criação de animais, etc.

Com o advento da Revolução Industrial houve um boom de imigração para os centros urbanos e, de lá para cá, o número de pessoas residentes em cidades foi crescendo gradualmente. A previsão que se tem é de que as áreas urbanas vão mais que dobrar de tamanho até 2030. Tal se dará devido o crescimento descontrolado da população mundial, somado a um processo migratório desordenado de indivíduos para as zonas urbanas.

Diante deste cenário catastrófico, uma tendência natural desse processo seria o aumento do número de favelas, caos no trânsito, deficiência de prestação de serviços públicos, escassez de recursos, aumento do lixo, aumento de poluição, etc. Mas em que pese essa seja a tendência natural de uma migração massiva e descontrolada, o homem é um ser inventivo e, para que não mergulhamos em um caos, a formação de centros urbanos sustentáveis se farão imprescindíveis. Para tanto, ainda que a máxima no capitalismo selvagem seja a preponderância da questão econômica, se fará necessário o pensamento de um modelo que alinhe o econômico com o ambiental e o social. Sendo assim, privilégios individuais, como, por exemplo, o uso de carro particular, deverão ser repensadas de forma que atendam melhor a coletividade.

A capacidade de inovação se traduz em cooperação e prosperidade. Alguns parâmetros são fundamentais: presença de um novo modelo de economia, sistema de mobilidade inteligente, ambientes inovadores e criativos, recursos humanos de talento, habitação projetada e acessível, sistemas inteligentes e integrados do governo, transporte público comunitário, boa gestão da energia, da saúde, da segurança pública e da educação.

Um exemplo brasileiro de Cidade Ecológica famoso mundo afora, é o da cidade de Curitiba. Nela foi desenvolvido um sistema integrado de transporte público, a população foi educada para realizar a separação do lixo e foram criados diversos parques e bosques para proporcionar ainda mais essa integração da sociedade ao meio ambiente. É evidente que, em que pese os esforços para que Curitiba se torne um centro urbano sustentável, referida cidade ainda está longe de um modelo ideal.

Sendo assim, ainda que a tendência humana seja o aglomeramento, novamente é válido vislumbrar a história das cidades e rememorar que elas sempre foram um espaço de contradições e conflitos. Seria ingênuo pensar que a implementação de um plano sustentável que congrega fatores sociais, econômicos e ecológicos solucione uma longa história de conflito dessas três esferas, a humanidade precisará de mais tempo para harmoniza-los. Talvez o século XXII seja século dos efetivos grandes centros urbanos sustentáveis.









segunda-feira, 14 de março de 2016

Entenda o que pode mudar com as novas regras da aposentadoria


O atual sistema de aposentadoria utiliza do fator previdenciário como método para cálculo da aposentadoria, esse sistema foi criado em 1999 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para reduzir gastos com a previdência, concedendo benefícios menores para quem se aposenta mais jovem. O cálculo leva em consideração a idade do segurado, o tempo de contribuição, a expectativa de vida e uma alíquota fixa.


Atualmente, para se aposentar com o teto do benefício é preciso ter 60 anos de idade e 30 anos de contribuição, no caso das mulheres. Para os homens, a idade mínima é de 65 anos, e 35 anos de contribuição. É possível a aposentadoria sem a combinação dos fatores, mas valor do benefício sofre uma redução em razão do fator previdenciário. Utilizando o fator previdenciário, portanto, quanto mais cedo for feito o pedido de aposentadoria, maior será o desconto.


Se hoje é praticamente impossível para o trabalhador fazer, sem ajuda do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), o cálculo de sua aposentadoria, em razão do fator previdenciário, a mudança aprovada pelo Senado transforma a concessão do benefício em uma conta simples. Agora, para obter o teto pago pela Previdência, se for homem, é preciso que ele some 95 anos entre idade e tempo de contribuição, e, no caso da mulher, 85 anos, da mesma forma. É a chamada regra 85/95.


A medida, a princípio, beneficia o trabalhador, ficando mais fácil obter a aposentadoria integral, uma vez que deixam de existir a idade mínima e a exigência mínima de contribuição. Como exemplo, uma trabalhadora com 55 anos de idade e 30 de trabalho sofreria uma redução de cerca de 40% no valor de sua aposentadoria, por sua idade não atingir os 60 anos exigidos. Com a aprovação da nova regra, a trabalhadora passará a ganhar o teto.


A regra 85/95 favorece, principalmente, quem começou a contribuir cedo. Considerando o exemplo anterior, de uma mulher que assinou carteira aos 18 anos, a nova regra permitiria o direito ao benefício integral após mais quatro anos de contribuição, em vez de mais dez.


Vale lembrar que, mesmo sendo aprovada, a nova lei não acaba com o fator previdenciário. Aqueles que não se encaixam na regra dos 85/95 continuam sujeitos ao cálculo.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

DESODORANTE NATURAL: LEITE DE MAGNÉSIA


O leite de magnésia pode ser uma eficaz opção de desodorante natural, possuindo o benefício de não conter aditivos químicos tóxicos como os desodorantes comuns.

Tão eficaz quanto os desodorantes comerciais e muito menos irritante para a pele – especialmente para quem sofre de alergia cutânea, enxaqueca, fibromialgia e outras dores crônicas: o hidróxido de magnésio, Mg (OH)2, popularmente conhecido como Leite de Magnésia é uma excelente e barata alternativa.

Modo de usar: aplicar uma pequena camada do leite de magnésia na axila e deixar secar; reaplicar quando achar necessário.

Eu mesma já testei e realmente funciona! Para facilitar a aplicação, coloquei o leite de magnésia dentro de um frasco roll-on de desodorante vazio. Minha mãe, que é alérgica a diversos desodorantes, também testou e disse que não houve desencadeamento de alergia e verificou verdadeira eficiência contra odores.

Ao utilizar o leite de magnésia de forma tópica - além dos benefícios acima relatados ao ser utilizado para desodorizar - é uma excelente forma de suplementar magnésio para nosso organismo, visto que a pele absorve eficazmente o hidróxido de magnésio aplicado sobre ela.

Dentre os elementos minerais presentes no organismo humano, o magnésio é considerado o segundo em importância, logo depois do potássio. Sendo assim, o bom desempenho do organismo depende de adequados níveis de magnésio presente nele, influenciando em questões como o relaxamento e contração muscular, funcionamento de certas enzimas do organismo, produção e transporte de energia, produção de proteínas, etc.


 O magnésio é uma substância mineral e natural, não tóxica. Existem diversos estudos comprovando a eficácia do magnésio no tratamento de enxaqueca e outras dores crônicas. Contudo, a maioria de nós não ingere magnésio suficiente na nossa dieta. Desta forma, ainda que a absorção do magnésio seja em pequena quantidade ao utilizar-se o leite de magnésia como desodorante, é uma complementação válida ao organismo.

Outros usos muito interessantes para o leite de magnésia são: laxante, adstringente para a pele, primer, redutor de espinhas, calmante para a pele em caso de queimaduras, etc., mas isso é tema pra outro post! ;)


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ONICOFAGIA - Por que você rói as unhas?


O ato de roer as unhas tem início na infância, geralmente por volta dos quatro anos, sendo muito comumente associado à transtornos como a ansiedade, repressão de sentimentos e estresse. Por mais que se tente  parar com este terrível vício, ele literalmente nos persegue, está em nossas mãos e nos livrarmos delas não parece uma opção (rs)!

Freud explica que o desenvolvimento psicossexual do ser humano se dá em cinco estágios, cada qual relacionado à uma zona erógena - oral, anal, fálico, letente e genital - que é a fonte de unidade da libido. Freud concluiu em seus estudos que se a criança experimentou frustração sexual em relação a qualquer estágio de desenvolvimento psicossexual, esse transtorno a acompanhará em sua fase adulta.

A primeira fase categorizada é a oral, que vai desde o nascimento até os 18 meses de idade, nessa fase a criança satisfaz suas vontades com a boca, sendo o foco inicial de seu prazer a amamentação, posteriormente há a exploração do mundo com a boca, não por menos é a fase em que os bebês colocam tudo o que vêm pela frente na boca. Dentre os transtornos relacionados à fase oral estão: comer demais, fumar, roer unhas, etc.

Muitos comparam o vício de roer as unhas ao vício de fumar cigarros. Por mais que ambos sejam transtornos ligados à fase oral, ainda que você nunca tenha fumado em sua vida, deve ter ciência de que o cigarro possui substâncias químicas altamente viciantes, portanto, esse vício supera o campo psicológico e atinge o nível de vício químico. Roer as unhas é um hábito essencialmente psicológico, tal ficando evidente ao se observar os momentos em que ele vem à tona: estudando para provas, resolvendo problemas do trabalho e em momentos de tensão em geral. Não há, portanto, uma necessidade que supera a mera dependência psicológica no caso daqueles que roem unhas, sendo assim, a superação da onicofagia (termo técnico utilizado para denominar o ato de roer as unhas) se limita à transposição da barreira psicológica, no caso dos fumantes são duas as barreiras, a psicológica e a química.

Ao contrário do que se imagina, os males decorrentes do ato de roer as unhas não se limitam à esfera estética, além de ocasionar o encurtamento permanente da unha, a deformidade de sua forma natural e os comuns danos aos dentes (que ficam gastos e podem vir até mesmo a quebrar), pode haver a exposição do local à entrada de doenças (principalmente daqueles que roem até sangrar) e a facilitação de entrada de bactérias e vírus pela boca.

A princípio o tratamento da ansiedade seria o mais indicado para se transpor a barreira psicológica do vício de roer as unhas, contudo, os métodos mais frequentemente utilizados são os ditos paliativos (que são capazes de melhorar temporariamente, mas não solucionam de forma permanente o problema), quais sejam: uso de esmalte com gosto ruim, passar pimenta nos dedos, pintar as unhas com cores escuras como o vermelho, mascar chicletes, comer palitos de cenouras, aplicar unhas postiças, etc. Confesso que já tentei de tudo, mas comigo somente os dois últimos funcionaram. E funcionam somente por um tempo, cá estou eu escrevendo esse texto com as pontinhas dos dedos doloridas novamente.


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